terça-feira, 16 de junho de 2009

AUTO ANÁLISE

Sou uma pessoa que sempre me dei o luxo de ser esquisita.Poderia me aprofundar mais no assunto que abordei na frase acima, mas fugiria do meu foco, então o deixo para outra hora. Vim falar de mim, preciso disso. No momento esse texto denominado “Auto” é o meu oxigênio que vai me tirar desse sufoco.Andei pensando e descobri que sou uma pessoa de extremos, somente em alguns casos eu fico no meio-termo. Talvez por achar “pessoas meio-termo” um tanto irritantes; ou gosta ou não gosta, ou aceita ou não aceita, ou é ou não é. Ser meio-termo muitas vezes é semelhante à falta de personalidade, e todo mundo que me conhece sabe que esse é um fator importante pra mim.Voltarei a falar dos extremos. É, sou meio radical... Não sei fazer dietas ou como ou não como.Também só sei ser de dois jeitos, ambos bem extremos; ou feliz ou triste. E isso chega a me dar a característica de “bipolar”.Se não posso sorrir, só me resta chorar.Não, esquece tudo isso que eu escrevi ai em cima! ESQUECE! É tudo uma grande bobagem. Radical o cacete, e eu sou bem meio-termo (e você sabe do que eu to falando).Sou apenas mais uma pessoa, uma criança que pinta cata-ventos em vez de aprender a composição química da magnetita. Apenas alguém que precisava criar um falso retrato de si mesmo, construir seu próprio personagem.Ou talvez não, talvez tudo que eu escrevi está certo. Mas nunca vou saber se antes não souber quem realmente sou. Eu esperava por tudo nessa vida, esperei aos 30 ter crise profissional, por falta de uma faculdade, esperei ficar solteira ou me ver casada, me preparei para ser mãe e me tornar uma tradicional dona de casa, me preparei para a possibilidade de não ter filhos (devido a impossibilidade do meu amoreco), esperei me ver solteira e perceber que há vida depois de um longo e intenso relacionamento, esperei viver só de artesanato, me preparei para me submeter ao cajado de uma doutrina religiosa, ou seja, contava com tudo mesmo com essa dúvida, com esse conflito de não saber quem sou. Sempre me achei uma pessoa pra lá bem resolvida, pra frentex........... e agora tenho medo de enlouquecer.
Hoje no metrô vindo pro trabalho fui "acordada" por um senhozinho que falou "ele volta!", despertei do meu mundinho e sorri pra ele, parecia bem simpático, perguntei se estava tudo bem, no automático, sem pensar que era realmente uma pergunta não esperando uma resposta. e ganhei de prêmio pela educação um " ainda não... mas se você quiser me levar pra casa, eu faço você esquecer esse mané aih que você ta pensando". Fiz minha cara favorita de nojo. E mais uma vez lembrei de como é ridícula a ânsia de paternizar os idosos.velhos são todos tarados!

Auto retrato

Vou falar vou falar vou falar das minhas falhas, um blog altamente umbiguista.Não tenho como resumir meus erros, minhas crises, meus defeitos. Então se não tiver paciência e nem quiser se deprimir pare de ler.Pela primeira vez na vida, hoje desejei imensamente ser burra, queria perder a capacidade de pensar profundamente, de me auto criticar, pela primeira vez na vida desejei a superficialidade, pois quanto mais reflito e mergulho no meu, mas temo. Queria ser como uns e outros, que parecem inatingíveis na maioria das circunstancias. Separação, morte, traição, fora, briga, o time que perdeu, o amigo que vai morar em outro país, tudo acontece e um tipo de gente parece viver de forma virtual, onde nada é de verdade, e ele volta a planejar o que vai fazer na próxima sexta-feira. Eu-não-consigo.Se a coisa não está do jeito que eu quero, ela simplesmente não está. Quase morro por ser assim. Mas não consigo mudar. Não consigo deixar pra lá. Se eu deixar é por que não me importo com nada dessa coisa. E viver indiferente a tudo pra mim é não viver. Sou ansiosa. Espero demais das pessoas, dos lugares, de tudo.Espero que sejam pra mim da mesma forma que eu sou pra elas. E muitas vezes eu cobro. Mas to aprendendo a não exigir muito de tudo. Porque ninguém tem culpa de eu ser tão chata. Na verdade eu continuo exigindo sim, mas exijo calada. E quando não é como eu espero que seja, eu me calo completamente. Me afasto, me recolho, sumo. Pra não brigar com os outros aprendi a brigar comigo mesma. E discuto comigo quem tem culpa nessa historia toda. E no fim continuo sem a resposta. Sou exagerada. Sou sim e tem gente que sabe disso muito bem. Me entrego totalmente as emoções. Parece piada né. Pois bem vou explicar... se estou com raiva de alguém, quero matar. Se estou arrependida de algo, quero morrer. Se amo, quero casar. Se estou triste choro na frente de quem for. Se estou feliz, estou e nada mais. Pra quem me conhece pouco fica difícil acreditar. Compreendo. Sou quieta. Acho que como uma virginiana clássica, sou discreta, mais do que eu gostaria até. E mesmo que eu queira matar de raiva, vão ser raras as vezes que alguém vai me ver levantar a mão ou até mesmo a voz pra essa pessoa. Esse vai ser meu extremo. Mesmo que eu esteja feliz, apaixonada, empolgada. Ninguém vai me ver pulando por aí ou agarrada a alguém. Como reconheço meus extremos, meus exageros, minhas emoções e vontades. Eu controlo. Rs. É meio incompreensível. Mas acredito que tenha algo a ver com o signo. Eu sinto mas não demonstro. Sou extremamente sensível a tudo. Mas é complicado demonstrar. Pode ser um medo inconsciente de chocar quem tá a minha frente. Uma das poucas emoções, se não a única, que eu não consigo esconder é a tristeza. Porque enfim, existe a lágrima. Sou uma chorona sem fim. Não consigo controlar. Não consigo prender. Odeio. Choro de raiva também. Demais. Primeiro vem a raiva. Depois a vontade de matar. Depois vem a lágrima, por não poder matar, nem um pouquinho. Depois se não for o suficiente, talvez eu grite com o dito cujo e no apse da coisa eu bata nessa pessoa. repito: meu descontrole é altamente controlado.Eu estou exausta. Exausta por ser assim. Por ser demais.